Chayene, agigantada por Claudia Abreu com seu sotaque e trejeitos hilários, encerrou a trama ao lado de quem merecia: Fabian (Ricardo Tozzi). Com suas carreiras arrasadas, os pombinhos reassumiram o namoro midiático e, agenciados por Tom (Bruno Mazzeo), se lançaram em uma turnê para o público infantil, mesmo tendo horror às crianças. Socorro (Titina Medeiros), que foi a grande revelação da novela, e Laércio (Luiz Henrique Nogueira) colheram o que plantaram durante toda a trama: continuaram orbitando em torno da rainha do eletroforró.
A verdadeira vilania da novela ficou por conta do frio e calculista Ernani Sarmento, interpretado com maestria por Tato Gabus Mendes, que acabou condenado por exploração infantil, em um julgamento que elevou ao heroísmo a atuação do advogado Elano (Humberto Carrão). Com a defesa principesca de sua cliente no tribunal, Elano arrebatou de vez o coração de Cida (Isabelle Drummond) e os dois acabaram em uma bonita festa de casamento.
O desfecho de Penha (Taís Araújo) foi mais surpreendente, embora não tão imprevisível. A empreguete dispensou Gilson (Marcos Pasquim) e, depois de ser disputada por tantos pretendentes, percebeu que Sandro (Marcos Palmeira) era o verdadeiro dono de seu coração. O pedreiro, vivido primorosamente por Marcos Palmeira, reconquistou a morena e ainda se tornou coordendador do Centro Cultural do Borralho.
Rosário (Leandra Leal), como não podia ser diferente, chega ao gran finale concretizando o sonho da sua vida. A loura reata com Inácio (Ricardo Tozzi) e se realiza profissionalmente à frente das bem-sucedidas Empreguetes. Na cena final, o trio se uniu a Chay e Fabian em um mega-show na quadra do Borralho que, embora seja incocebível em uma comunidade no mundo real, respeitou a verossimilhança interna da história fabulosa e ofereceu aos telespectadores a bonita festa que se espera no fim de toda novela.
Estreantes como autores titulares, Filipe Miguez e Izabel de Oliveira arriscaram ao apostar na fábula de três empregadas domésticas que formam um trio e explodem no meio musical. Mas o pioneirismo da trama foi apenas o fio condutor de uma obra alavancada por um conjunto de acertos. O elenco deu um show de talento e homogeneidade, a direção soube valorizar os "cacos" dos atores, o texto ficou leve e engraçado e as tramas - inclusive as secundárias - deram certo
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